A análise SWOT é, sem dúvida, muito mais do que um simples acrónimo, no mundo dos negócios. Consiste, aliás, numa bússola que orienta os profissionais, num oceano de desafios e oportunidades. Já sabe como fazer a análise SWOT do seu negócio?
Quer esteja a lançar um novo projeto ou a tentar avaliar o posicionamento atual da sua empresa, revela-se fundamental saber como fazer a análise SWOT, corretamente.
Uma matriz SWOT permite identificar todos os fatores (positivos e negativos, externos e internos) que afetam a empresa tornando-se, assim, numa das ferramentas de gestão de negócios mais úteis no planeamento estratégico.
O que é a análise SWOT de uma empresa?
“SWOT” é um acrónimo que se refere às strengths (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças), que afetam uma empresa ou um projeto.
Trata-se, pois, de uma ferramenta que visa “simplesmente enumerar e categorizar os fatores situacionais internos e externos relacionados com o assunto que está a ser avaliado, normalmente produzida durante uma sessão de grupo de brainstorming”, explica a Harvard Business Review.
Apesar da sua importância, muitos profissionais ainda não sabem como fazer a análise SWOT da sua empresa, para obterem um diagnóstico estratégico do negócio aprofundado.
Todavia, aqueles que já perceberam como fazer a análise SWOT, adequadamente, utilizam-na como uma ferramenta de organização de informação, indispensável para o sucesso empresarial.
Como fazer a análise SWOT: o processo, passo a passo
Em primeiro lugar, antes de conduzir qualquer análise SWOT, deverá:
- Definir o objetivo da análise
Pode, por exemplo, pretender focar-se numa análise de mercado, na avaliação de um novo produto ou na preparação de uma expansão do negócio. Este ponto de partida orientará todo o processo, sendo vital identificá-lo, cuidadosamente.
- Reunir as partes interessadas
Dependendo do objetivo definido, inclua, no processo, membros de diferentes departamentos, com contributos relevantes a dar, procurando, assim, uma visão abrangente do negócio.
Após esta preparação, para perceber como fazer a análise SWOT, siga os quatro passos:
Passo 1: Identificar as forças (strengths)
As forças incluem características internas positivas, que colocam a empresa em vantagem relativamente à concorrência, como, por exemplo:
- Recursos disponíveis;
- Competências-chave adquiridas (como competências digitais avançadas);
- Produtos e/ou serviços indispensáveis para o consumidor;
- Reputação sólida e forte presença no mercado.
Conhecendo as suas maiores forças, a empresa compreenderá, assim, o que a distingue das demais, em que áreas a sua estratégia está a funcionar e o que deverá manter ou incentivar.
Passo 2: Reconhecer as fraquezas (weaknesses)
Para compreender como fazer a análise SWOT, deve admitir as fraquezas, isto é, as características internas negativas, que colocam a empresa em desvantagem no mercado.
Aqui surgem todas as áreas que carecem de melhorias, a saber:
- Lacunas em certas competências;
- Dificuldade em cumprir prazos;
- Recursos limitados, redundantes ou ausência de recursos essenciais;
- Processos ineficientes (como o excesso de procedimentos internos para concluir uma tarefa).
Após reconhecer as suas fraquezas, a empresa deverá trabalhar no sentido de as minimizar, corrigir ou compensar, se possível.
Passo 3: Explorar as oportunidades (opportunities)
As oportunidades constituem fatores externos positivos, com um novo potencial inexplorado, em que a empresa deverá apostar.
Dentro desta categoria, incluem-se, por exemplo:
- Adoção de novas tecnologias (como a integração de inteligência artificial nos processos empresariais);
- Exploração de outras áreas de negócio;
- Entrada em novos mercados ou setores de atividade.
Aproveitar as oportunidades que vão surgindo permitirá à empresa manter ou até incrementar a sua relevância no mercado atual.
Passo 4: Mapear as ameaças (threats)
As ameaças representam fatores externos prejudiciais para o sucesso da organização, mas incontroláveis por esta, a saber:
- Crises económicas;
- Entrada de novas rivais no mercado;
- Perda de clientes.
Tomar consciência das possíveis ameaças permitirá, então, à empresa planear o futuro e tomar decisões, cautelosamente, para se proteger e lidar melhor com os efeitos negativos.
Além disso, importa sublinhar que o mesmo fator externo, como as alterações regulatórias, pode revelar-se negativo (ameaça) ou positivo (oportunidade), consoante o caso.
- Para organizar toda esta informação útil, deverá saber como criar uma matriz SWOT eficaz. Desse modo, conseguirá, mais facilmente, identificar as relações entre os fatores e detetar que aspetos positivos poderão responder aos problemas encontrados.
Consulte abaixo um exemplo de uma análise SWOT:
Quais são os benefícios da análise SWOT para as empresas?
Agora que já descobriu como fazer a análise SWOT corretamente, chegou o momento de compreender os seus benefícios para as organizações. Afinal, mais do que uma simples ferramenta de gestão e organização de dados, a análise SWOT torna-se indispensável para acompanhar o desenvolvimento e o desempenho da empresa.
Aplicar a análise SWOT promove, então:
- Visão abrangente da situação atual da empresa (interna e externa);
- Tomada de decisão mais informada;
- Desenvolvimento de planos estratégicos;
- Alinhamento dos recursos e das capacidades com as oportunidades do mercado;
- Identificação das vantagens competitivas e das áreas a melhorar;
- Construção de uma cultura de adaptação às mudanças do mercado;
- Foco nos objetivos empresariais, com constante autoavaliação do desempenho.
Compreender como fazer a análise SWOT, adequadamente, torna-se, sem dúvida, crucial no planeamento estratégico das organizações. Lembre-se: a matriz SWOT oferece uma visão clara e objetiva sobre a posição da empresa no mercado. Confie na perícia da VALORA, para o apoiar na análise estratégica do seu negócio.
