Como redesenhar o modelo operacional da sua empresa para 2026?

O modelo operacional de uma empresa é o sistema que transforma a estratégia em ação. Define como pessoas, processos, tecnologia e recursos se organizam para criar e entregar valor de forma eficiente e sustentável. Além disso, inclui a forma como a empresa toma decisões, gere talento, utiliza dados e responde a mudanças no mercado. Na essência, o modelo operacional é o “motor interno” que garante que a estratégia se concretiza no dia a dia.

Índice:

  • Como redesenhar o modelo operacional da sua empresa para 2026?
  • O que é o modelo operacional de uma empresa?
  • Quais os elementos essenciais de um modelo operacional?
  • O modelo operacional é a nova alavanca da competitividade
  • FAQ (Perguntas Frequentes)

Num cenário cada vez mais competitivo, marcado por novas exigências legais e expectativas crescentes em matéria de sustentabilidade e compliance, redesenhar o modelo operacional tornou-se uma prioridade estratégica. As empresas precisam de uma nova abordagem que alinhe estrutura, processos, tecnologia, cultura, talento e objetivos estratégicos.

Neste artigo, exploramos como pode desenvolver um modelo operacional com valor estratégico, adaptado à realidade da sua empresa.

O que é o modelo operacional de uma empresa?

O modelo operacional define a forma como uma empresa cria e entrega valor, articulando estratégia, processos, pessoas e tecnologia num sistema coerente. Em termos simples, é o “esqueleto funcional”, que transforma a visão estratégica em resultados concretos.

Ou seja, um modelo operacional eficaz garante que todos os recursos estão alinhados em torno de um propósito comum. Quando este alinhamento falha, surgem desperdícios, lentidão nas decisões e perda de competitividade.

Durante décadas, o modelo de gestão operacional dominante baseou-se em estruturas hierárquicas e processos estáveis. No entanto, o contexto atual, mais complexo e impulsionado pela transformação digital nas empresas, tornou esse modelo insuficiente.

É neste enquadramento que surge o sistema “Organize to Value” da McKinsey, uma evolução do modelo operacional 7-S original, centrado na criação de valor sustentável num ambiente em constante transformação.

Ao contrário dos modelos operacionais tradicionais, este sistema propõe uma abordagem baseada em 12 elementos interligados e alinhados entre si, incluindo propósito, talento e liderança.

Segundo a McKinsey, as empresas que aplicaram este modelo operacional registaram aumentos de 10% a 30% na satisfação dos clientes, no desempenho operacional e na eficiência, bem como uma aceleração significativa na tomada de decisões e na capacidade de adaptação interna.

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Quais os elementos essenciais de um modelo operacional?

O objetivo dos 12 elementos da abordagem da McKinsey é garantir que todas as dimensões de uma empresa trabalham de forma integrada e coerente. Mais do que uma lista de boas práticas, estes elementos constituem uma agenda de valor que orienta decisões e prioridades do negócio.

Para as PME portuguesas, este modelo operacional representa uma ferramenta prática de diagnóstico e reorganização, sobretudo perante as novas obrigações legais e desafios competitivos.

Propósito e agenda de valor

O ponto de partida de qualquer modelo operacional eficaz é o propósito de existência da empresa. Muitas PME portuguesas ainda definem o seu propósito de forma implícita, isto é, limitado ao setor em que atuam ou ao produto que oferecem. Para enfrentar os desafios de 2026, é essencial transformar esse propósito numa agenda de valor clara e concreta.

Nesse sentido, esta agenda deve responder a 3 questões práticas:

  1. O que a empresa quer alcançar? (por exemplo, expansão internacional, ou cumprimento rigoroso das normas de sustentabilidade empresarial)
  2. Como vai diferenciar-se? (por exemplo, no serviço ao cliente ou da inovação tecnológica)
  3. Que compromissos assume perante colaboradores, clientes e sociedade?

Quando o propósito e a agenda de valor estão alinhados, a empresa ganha um referencial sólido que orienta todas as outras decisões.

Estrutura, processos e tecnologia

Apesar da evolução tecnológica, muitos negócios continuam a lidar com sistemas informáticos desatualizados, tarefas redundantes entre departamentos e fluxos de trabalho mal definidos.

É neste contexto que a digitalização se afirma como uma prioridade para a eficiência operacional. Segundo um estudo da Cegid, mais de um terço das PME portuguesas considera a Inteligência Artificial e a automação como principais prioridades de investimento. Além disso, 69% admite automatizar tarefas repetitivas nos próximos anos. Estes números confirmam que a transformação digital é uma condição para a competitividade.

Assim, a reorganização do modelo operacional deve incluir três passos concretos:

  1. Reavaliar a estrutura e identificar bloqueios;
  2. Simplificar processos;
  3. Acelerar a digitalização.

Apenas 49% das PME portuguesas estão a meio do processo de transformação digital.

Fonte: “Digitalização das Empresas em Portugal” (GfK/Cegid)

Liderança, talento e recompensas

Atrair e manter talento qualificado é um desafio constante para as empresas. No entanto, os colaboradores também esperam líderes que comuniquem com clareza. Ao mesmo tempo, pedem a promoção da inovação e a criação de condições para o desenvolvimento contínuo.

Além disso, espera-se uma atualização dos sistemas de recompensa para valorizar o desempenho individual, bem como o coletivo.

O modelo operacional deve contemplar:

  1. Investimento em formação e upskilling e reskilling;
  2. Criação de percursos de progressão claros e transparentes;
  3. Revisão de políticas de reconhecimento e incentivos.

Footprint e ecossistema

Além de processos internos, as empresas devem avaliar a sua presença geográfica, os seus canais de distribuição, bem como o seu relacionamento com clientes e fornecedores.

Relativamente ao ecossistema, este pressupõe o mapeamento de parcerias estratégicas, como colaborações setoriais ou tecnológicas, que permitam ganhar escala, inovar mais depressa e responder a exigências legais ou ambientais.

Para preparar 2026, as empresas devem:

  1. Avaliar o footprint atual e identificar mercados ou canais pouco rentáveis;
  2. Reforçar parcerias críticas na cadeia de valor;
  3. Apostar em ecossistemas digitais.

Comportamentos e governance

Nenhum modelo operacional é sustentável sem uma cultura organizacional que o suporte, sendo que esta deve ir além de práticas informais e decisões centralizadas. Reforçar esta dimensão significa, sobretudo, clarificar papéis e responsabilidades.

Por conseguinte, quando liderança e equipas partilham os mesmos padrões de atuação, a empresa ganha coerência e confiança para enfrentar os desafios de 2026.

O modelo operacional é a nova alavanca da competitividade

As mudanças regulatórias e competitivas que se aproximam obrigam as empresas portuguesas a irem além da gestão do dia a dia. O futuro pertence às organizações que desenham os seus modelos operacionais com intenção, alinhando o propósito com as pessoas.

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FAQ (Perguntas Frequentes)

  • Como saber se o modelo operacional da sua empresa está desatualizado?
    Um modelo operacional está desatualizado quando deixa de sustentar a estratégia da empresa de forma eficiente. Os sinais mais comuns incluem falta de agilidade na tomada de decisão, processos redundantes, tecnologia obsoleta, dificuldade em atrair e reter talento e desalinhamento entre equipas e objetivos estratégicos.

  • Porque é importante redesenhar o modelo operacional até 2026?
    As mudanças regulatórias, tecnológicas e de sustentabilidade exigem modelos mais ágeis e integrados. Atualizar o modelo operacional garante que a empresa se mantém competitiva e preparada para novos desafios.

  • De que forma as PME portuguesas podem começar esta transformação?
    O primeiro passo é realizar um diagnóstico simples do propósito, processos e parcerias estratégicas. A partir daí, definem-se prioridades claras e um plano de transformação faseado.

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