Ter um plano de formação nas empresas é muito mais do que cumprir uma formalidade. A lei determina que as empresas devem garantir 40 horas anuais de formação contínua por trabalhador. Quem cumpre sabe que está a melhorar o desempenho, a retenção e o alinhamento com metas organizacionais.
Índice:
- Como fazer um plano de formação eficaz para a sua empresa?
- Porque motivo a formação profissional é estratégica para as empresas?
- Etapas para elaborar um plano de formação
- A importância de um plano de formação estruturado
- FAQ (Perguntas Frequentes)
Num mercado em permanente evolução, a elaboração de um plano de formação é, sem dúvida, uma necessidade estratégica. As transformações tecnológicas, regulatórias e mesmo sociais desafiam diariamente as organizações e é necessário manter as suas equipas atualizadas.
Havendo, além disso, a exigência legal, revela-se importante planear de forma estruturada o investimento no desenvolvimento de competências.
Neste artigo, mostramos-lhe como desenvolver um plano de formação eficaz e alinhado com os objetivos estratégicos da sua organização.
Porque a formação profissional é estratégica para as empresas?
Apesar de ser frequentemente desvalorizada, a formação profissional assume um papel determinante no crescimento sustentável das organizações. O plano de formação da empresa é, assim, uma forma de assegurar que a qualificação dos colaboradores contribui para os objetivos do negócio.
Vantagens práticas da formação
A implementação de um plano de formação profissional traz benefícios para as empresas, tais como:
- Aumento da produtividade: os colaboradores executam as tarefas com maior eficiência e qualidade;
- Redução da rotatividade: investir em formação contínua contribui para o sentimento de pertença e de que a organização valoriza os seus profissionais;
- Captação e retenção de talento: as oportunidades de upskilling, bem como de progressão interna, tornam a empresa mais atrativa no mercado de trabalho.
Enquadramento legal da formação contínua
De acordo com o artigo 131.º do Código do Trabalho, todas as empresas estão obrigadas a assegurar um mínimo de 40 horas anuais de formação profissional contínua por trabalhador. Este número mínimo de horas deve ser disponibilizado, pelo menos, a 10% da força laboral da empresa.
No entanto, no caso de contratos a termo por período igual ou superior a 3 meses, “o número mínimo de horas é proporcional à duração do contrato nesse ano”, esclarece a lei.
Esta formação deve estar relacionada com a atividade da empresa, ou com as funções exercidas pelo colaborador. Importa ainda sublinhar que a execução do plano de formação recai sobre a entidade patronal. Além disso, o incumprimento desta obrigação pode constituir uma contraordenação grave.
Etapas para elaborar um plano de formação
Para começar, elaborar ações de formação para a sua empresa exige método, clareza e alinhamento estratégico. Mais do que selecionar ações formativas, é essencial estruturar um processo que produza resultados mensuráveis e alinhados com os objetivos do negócio.
1. Diagnóstico de necessidades
O primeiro passo é identificar as lacunas de competências, ou realizar o Diagnóstico de Necessidades de Formação (DNF). Para tal, recomenda-se:
- Realizar uma análise interna das funções atuais e as competências exigidas;
- Ouvir os gestores de equipas;
- Envolver os próprios colaboradores, de modo a captar perceções reais sobre as suas necessidades formativas.
2. Definição de objetivos claros
Depois do diagnóstico, é crucial definir as metas que vão orientar o plano de formação. Portanto, estes objetivos devem:
- Estar alinhados com a estratégia global da empresa;
- Ser formulados em concordância com os critérios SMART (específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais);
- Dar prioridade à melhoria do desempenho atual, sem esquecer as necessidades futuras.
3. Escolha dos formatos e metodologias
O plano de formação pode incluir vários formatos, consoante os objetivos e recursos disponíveis. Por exemplo, pode escolher entre:
- Formação interna, com recursos a formadores da própria empresa;
- Formação externa, em parceria com entidades acreditadas, por exemplo, pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
No que toca às metodologias, pode optar, entre outras, por aulas presenciais, e-learning, ou blended learning.
4. Orçamentação e calendarização
Consequentemente, um plano de formação eficaz requer previsão dos custos e organização temporal. Assim sendo, importa:
- Estimar o investimento necessário e o retorno esperado;
- Distribuir as ações ao longo do ano;
- Manter a flexibilidade para ajustar o calendário face a imprevistos.
5. Avaliação e melhoria contínua
Nenhum plano é estático. Como tal, para garantir a sua eficácia, o plano de formação deve ser avaliado com regularidade, através de:
- Cálculo do ROI da formação, um KPI que mede a eficácia da formação, bem como o valor monetário gerado com a sua implementação.
- Feedback dos formandos e dos gestores de equipas;
- Revisões periódicas que permitem atualizar os objetivos e metodologias.
A importância de um plano de formação estruturado
Em suma, um plano de formação bem estruturado representa uma oportunidade real de crescimento organizacional. Quando pensado de forma estratégica, cria equipas mais qualificadas e orientadas para a melhoria contínua.
A chave está em integrar o plano de formação na visão estratégica do negócio: identificar lacunas, adotar formatos eficazes e monitorizar os resultados.
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FAQ (Perguntas Frequentes) |
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